segunda-feira, 3 de junho de 2013

 

               Minhas experiências com a leitura

                                                    Por Ana Marta
 
Relembrar minhas experiências com a leitura faz-me refletir o quanto essa atividade não tinha importãncia para os professores do ensino fundamental nível I ( antigas 1a a 4a séries). Minhas professoras primárias nunca levaram a turma até a biblioteca, o único recurso que tínhamos eram a famosa cartilha Caminho Suave e, posteriormente, textos dos livros didáticos que eram trocados a cada ano, pois o trabalho não tinha continuidade. O que hoje chamamos de sequência didática, não existia na época Já no ensino fundamental nível II ( 5a a 8a séries) a experiência seguiu do mesmo jeito, com apenas uma diferença: a professora de português indicava uma lista de títulos e nós é que tínhamos que ir 'a biblioteca fazer a retirada dos livros. Essa leitura era avaliada através de fichas de leitura, resumos e provas. No entanto, observo que com a pequena experiência que tínhamos, achávamos suas indicações incoerentes, pois faltava-nos contextos para que pudéssemos entender tais títulos como, por exemplo, pedir que um aluno do 6o ano leia A Moreninha, A Mão e a Luva, todos os títulos de José de Alencar, enfim, falava mais alto a nossa responsabilidade de seguir o que ela impunha, pois éramos cobrados pela nossa família. Nunca saímos da sala de aula, nunca desenvolvemos nenhum tipo de trabalho além do citado. Mesmo assim, alguma coisa valeu a pena, caso contrário não teria seguido essa carreira. Hoje, quando observo que a minha clientela não valoriza o compromisso e é árduo o trabalho de conquistá-los para desenvolver um trabalho de leitura que consiga envolve-los, penso: todas as dificuldades pelas quais passei  valeram a pena!

 
PEB II, 1988 - atualmente
Eu sou Ana Marta, mas todos me chamam de Ana! Moro em Dourado, SP, cidade que possui o marco do Centro Geográfico do Estado de São Paulo.Sou professora de Língua Portuguesa na Rede Pública Estadual desde 1988, ano em que comecei a lecionar em caráter excepcional, pois ainda era estudante de Letras na Faculdade de Educação São Luíz, em Jaboticabal, SP, pela Escola Estadual Senador Carlos José Botelho. No ano seguinte, mudei minha sede para a EE Tio patinhas, localizada no município de São Carlos, onde permaneci por um ano, pois em 1991, voltei para a minha primeira escola, na minha cidade natal, cujo prédio foi tombado como Patrimônio Histórico e local onde estudei da 1a até a 5a série. Lá trabalhei até 1997. Em outubro do mesmo ano, a escola Senador foi municipalizada por completo, então tive que reorganizar a minha vida acumulando cargo com o Estado na EE Dr. Pirajá da Silva, em Ribeirão Bonito. Segui carreira até efetivar-me no Estado em 2006, na EE Pequeno Cotolengo de Dom Orione, em Cotia, SP, removendo-me no ano seguinte para a EE Dr. Salles Júnior, Dourado, onde, no passado, cursei três anos do Ensino Fundamental e mais três de Ensino Médio. Alguns anos depois, retornei como professora.