Minhas experiências com a leitura
Por Ana Marta
Relembrar minhas experiências com a leitura faz-me refletir o quanto essa atividade não tinha importãncia para os professores do ensino fundamental nível I ( antigas 1a a 4a séries). Minhas professoras primárias nunca levaram a turma até a biblioteca, o único recurso que tínhamos eram a famosa cartilha Caminho Suave e, posteriormente, textos dos livros didáticos que eram trocados a cada ano, pois o trabalho não tinha continuidade. O que hoje chamamos de sequência didática, não existia na época Já no ensino fundamental nível II ( 5a a 8a séries) a experiência seguiu do mesmo jeito, com apenas uma diferença: a professora de português indicava uma lista de títulos e nós é que tínhamos que ir 'a biblioteca fazer a retirada dos livros. Essa leitura era avaliada através de fichas de leitura, resumos e provas. No entanto, observo que com a pequena experiência que tínhamos, achávamos suas indicações incoerentes, pois faltava-nos contextos para que pudéssemos entender tais títulos como, por exemplo, pedir que um aluno do 6o ano leia A Moreninha, A Mão e a Luva, todos os títulos de José de Alencar, enfim, falava mais alto a nossa responsabilidade de seguir o que ela impunha, pois éramos cobrados pela nossa família. Nunca saímos da sala de aula, nunca desenvolvemos nenhum tipo de trabalho além do citado. Mesmo assim, alguma coisa valeu a pena, caso contrário não teria seguido essa carreira. Hoje, quando observo que a minha clientela não valoriza o compromisso e é árduo o trabalho de conquistá-los para desenvolver um trabalho de leitura que consiga envolve-los, penso: todas as dificuldades pelas quais passei valeram a pena!
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